sábado, 23 de agosto de 2008

Hasta la vista!

Bom... Demorou, mas comunico que estou encerrando este blog.
Mais do mesmo (ou mais de outras coisas) no Observatório Informal.

Hasta la vista!

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Férias e Clarice Lispector

Bom, estou de férias e aproveitei para atualizar esse blog, antes que desista dele... Acabei de postar a matéria que escrevi sobre Bruxelas/Amsterdã e um texto do companheiro Inácio França mostrando a face oculta (e podre) do jornalismo pernambucano (só pernambucano?), no episódio da prisão de um graúdo local.

Também não poderia deixar de comentar minha passagem por São Paulo. Fiquei quatro dias vagabundeando por lá e o ponto alto - depois das famosas empanadas da Vila Madalena, claro - foi a exposição sobre Clarice Lispector no Museu da Línha Portuguesa.

O museu, contruído dentro da belíssima Estação da Luz (arquitetura do início do século XX), já é um espetáulo à parte. Recomendo a quem for visitá-lo assistir ao audiovisual que mostra a origem da língua e suas variadas manifestações (música, literatura ect).




A exposição sobre Clarice, em si, é simplesmente delirante. Traz muita coisa inédita, como escritos originais e correspondências. Destaque para a ala das "gavetinhas", onde você vai abrindo os compartimentos e tendo delicadas surpresas, como os originais de "Água Viva". São 2 mil ao todo, mas apenas 65 têm chave. Outros ambientes trazem recursos audiovisuais, como a projeção de um inseto (barata!!!) que lembra o enredo de "A Paixão Segundo GH". A mostra marca os 30 anos do lançamento de "A Hora da Estrela" e também os 30 anos de sua morte. Fica em cartaz até 2 de setembro e custa baratinho - apenas R$ 4.


Site oficial: http://www.claricelispector.com.br

Assim que tiver um tempinho posto alguma coisa sobre Búzios (RJ), a segunda etapa das minhas férias. Aguardem!!!

O dia em que a mídia censurou os leitores

O empresário Marcelo Tavares de Melo, genro do poderoso João Carlos Paes Mendonça, casado com sua única filha, foi acordado de manhã cedo pela Polícia Federal. O porteiro do prédio na sofisticada avenida beira-mar de Boa Viagem deve ter custado a acreditar no que presenciava: os hômi, de jaleco preto e letras amarelas, levando o dotô! Paes Mendonça, donos dos maiores shoppings-center de Pernambuco, dono do Jornal do Commércio, dono de uma Tv que retransmite o SBT, dono de rádios.
Antes das 9h, praticamente toda a Imprensa pernambucana já sabia da prisão do empresário e de quase toda a diretoria do grupo Tavares de Melo, acusados de formar cartel para padronizar o preço da gasolina e de praticar dumping. Os sites dos três jornais continuavam mantendo seus leitores na santa ignorância, as rádios continuavam mudas. É verdade que a CBN, em seu noticiário nacional, noticiou. Na programação local, cuja franquia está nas mãos de Paes Mendonça, silêncio absoluto.
Foi aí que começou a acontecer algo curioso: os leitores mais bem informados começaram a fazer comentários nos blogs hospedados nos portais dos jornais pernambucanos. Mesmo antes das prisões serem noticiadas pelo NE TV e por um blog independente, Acerto de Contas (temporariamente hospedado no portal do JC, mas com as horas contadas), os leitores cobravam informações dos veículos de comunicação. Algo inesperado, impensável para os jornalistas do grupo: leitores cobrando uma posição dos jornalistas. Logo de jornalistas, profissionais acostumados a, em nome de seus patrões, representar o papel de fiscais e palmatória do mundo.
Foi um deus nos acuda. Os blogueiros passaram horas deletando comentários. No portal JC Online, houve uma súbita mudança nas regras para os comentários das notícias: antes liberados, passaram a depender da aprovação de um mediador. Curiosamente, o mesmo aconteceu nos blogs e sites mantidos pelas empresas concorrentes. Foi assim no blog da Folha (da Folha de Pernambuco), também no Pernambuco.com, do Diário de Pernambuco. Um caso raro de leitores censurados pela mídia.
O episódio é bastante interessante e pode ilustrar a dificuldade que os donos dos meios de comunicação tradicionais (e os jornalistas a seu serviço) têm para lidar com o fato de que, as novíssimas tecnologias, tornaram o processo de comunicação multicêntrico, descentralizado e, o melhor, um pouco mais democrático. No episódio mencionado, durante várias horas, tentou-se impedir o estouro da barragem, vazando água por diversas fissuras, usando pequenas rolhas de cortiça. A custo da credibilidade, no caso das empresas. A custo de algo que poderíamos chamar de dignidade profissional, no caso dos jornalistas.
Só no meio da noite, às 20h14min, um dos blogs assinados por um jornalista do JC publicou a informação da prisão dos empresários. Marcelo Tavares de Melo, o genro do patrão, foi apresentado como o sócio da distribuidora de combustível Ello-Puma. Cinco minutos depois, nova postagem: desta vez, anunciando que o advogado dos empresários considerava a prisão arbitrária e desnecessária.
Foi impossível não lembrar da cobertura dos episódios envolvendo os petistas em 2005 e 2006, todos julgados e condenados durante os telejornais antes mesmo do fim dos depoimentos. Não seria o caso de tratar a todos com os mesmos pesos e medidas?
Também vale ressaltar para um fato interessante, que diz respeito aos que se interessam pelo modo como os acontecimentos viram notícia: durante todo o dia, vários repórteres telefonaram para os editores do blog Acerto de Contas (de quem não tenho autorização, mas sou amigo pessoal), sugerindo que fossem mais "cuidadosos" e avisando que eles iriam perder o direito à hospedagem. Será que em Pernambuco a honestidade profissional de um repórter custa o equivalente a hospedagem em um provedor de Internet?

Enviado pelo jornalista Inácio França para o Noblat.

Bruxelas


Se o destino escolhido para passar as férias for a Europa, uma boa opção é ir a Bruxelas, capital da Bélgica. A cidade é capaz de encantar os variados turistas, dos tradicionais até os mais arrojados. Todos eles vão se admirar com a beleza da arquitetura local e se "apaixonar" pela diversificada culinária belga e a típica cerveja da região. Os viajantes podem, ainda, esticar o passeio e conhecer as cidades vizinhas. Entre elas, Amsterdã (Holanda). Mesmo em um período curto, é possível conhecer as belezas do local, que serviu de cenário para a novela Páginas da Vida.

Micheline Batista
DA EQUIPE DO DIARIO

Ponto de encontro na Grand Place

A praça, onde turistas e habitantes convergem de forma harmoniosa, é parada obrigatória para quem vai conhecer Bruxelas

Bruxelas - Toda cidade tem um centro. Mas nem toda cidade tem um centro para onde convergem habitantes e turistas de forma tão harmoniosa. Bruxelas tem. A capital da Bélgica é capaz de encantar qualquer viajante, dos mais tradicionais aos mais arrojados, que se misturam à população local pelas ruas estreitas, galerias centenárias e praças estonteantes, pelos cafés e restaurantes. Como em outras metrópoles européias, o centro turístico gira em torno de uma praça, a Grand Place, sendo possível percorrer os principais pontos a pé.

A Bélgica é um país bilíngüe, onde se fala oficialmente francês e holandês, embora o inglês e o alemão também sejam idiomas correntes. Assim, a Grand Place também é chamada de Grote Markt, ou Praça do Mercado na língua de Van Gogh. A praça, em formato retangular, destaca-se por um conjunto de edifícios de arquitetura variada. Um dos lados é completamente medieval. Nos demais, pode-se observar também construções em estilo barroco, neogótico e clássico. Vale a pena se ater ao prédio daprefeitura de Bruxelas, o único que sobreviveu ao bombardeio promovido por Luís XIV em 1695, quando o lugar foi completamente arrasado. O que levou apenas três dias para ser destruído só seria reconstruído cinco anos depois.

O edifício da prefeitura é de arquitetura gótica, do século XV. A ala direita é mais jovem (século XVIII) e propositalmente menor do que a esquerda. A torre tem 90 metros de altura, por isso raramente alguém consegue enquadrá-la 100% no visor da câmera fotográfica. No topo, há uma imagem do arcanjo São Miguel, patrono de Bruxelas, que há séculos mantém vigília e ostenta a grandeza cosmopolita no norte da Europa. É aberto apenas a visitas guiadas. Em seu interior, o turista encontra pinturas, esculturas e outros tesouros seculares.

Do outro lado do Town Hall, fica o Museu da Cidade de Bruxelas, também chamado de Maison du Roi. Conta a trajetória da capital belga, em todo o seu rico passado histórico e artístico. Aqui também há pinturas, esculturas, tapeçarias. Uma das salas exibe uma peçacompleta da Manneken-Pis - a estátua do menininho fazendo pipi, a fonte mais conhecida de Bruxelas. Ainda na Grand Place, o visitante pode conferir o Museum of the Belgian Brewers. Basta dizer que a Bélgica produz mais de 600 rótulos - há quem fale em mais de 1,5 mil tipos - de cervejas. Claras, escuras, encorpadas, pilsen, frutadas. Um oásis para apreciadores da bebida.

Um brinde à gastronomia e à cerveja belgas
PALADAR // Culinária variada pode ser encontrada nos mais de 800 restaurantes espalhados pela cidade

A vida burguesa dos cidadãos de Bruxelas é marcada fortemente pela gastronomia e pelo culto à cerveja. São mais de 800 restaurantes. Bem próximo a Grand Place, o visitante pode se deliciar com as casas especializadas em frutos do mar da charmosa Rue de Bouchers, um verdadeiro corredor gastronômico. Um dos pratos típicos é o marisco com fritas. A iguaria é servida cozida num caldeirão com algum molho, geralmente à base de ervas, tendo as batatas fritas como acompanhamento.

Mas não se deixe levar - a capital belga oferece todo tipo de cozinha e é possível encontrar de tudo um pouco, das massas italianas aos frangos carregados no curry típicos da Índia. Um programa mais que válido é uma visita às luxuosas Galleries Saint-Hubert, a primeira galeria de lojas do mundo, construída em 1847. Próximo ao Theatre du Vaudeville, há um aconchegante bistrô (cujo nome a repórter infelizmente esqueceu de anotar) onde é possível degustar, inclusive, uma saborosa lasanha vegetariana.

Ainda na Saint-Hubert, quem quiser já pode ir às compras, pois na galeria há incríveis docerias. Bruxelas é conhecida por seus deliciosos chocolates, trufas e waffles. As chocolaterias de marcas tradicionais, como Godiva, Neuhaus (pronuncia-se noi-raus), Leonidas e Cote D'Or, fazem verdadeiras obras-primas com recheios variados, de confecção delicada e belas embalagens. Sem dúvida, um presente de muito bom gosto. Convivendo no mesmo espaço da galeria, há lojas de discos e joalherias.

Mas vamos voltar às cervejas... Há um café, bistrô ou restaurante em quase toda esquina de Bruxelas, onde é possível degustar inúmeras variedades da bebida. A Stella Artois é uma das mais tradicionais, entretanto a Leffe é simplesmente irresistível, seja em sua versão blonde ou brownie. Algumas possuem nomes curiosos e divertidos, como Delirium Tremens, Le Diablo e Morte Subite, esta última frutada com framboesa. Uma delícia!

Um detalhe interessante é que cada variedade de cerveja belga é servida em um copo específico. As tulipas comuns servem apenas chope, pois a forma eo tamanho do copo precisam variar para acentuar os sabores das cervejas. Alken Maes, Jupiler, Duvel, Kwak, Grimbergen e Hoegaarden são outras marcas conhecidas. Há, ainda, as cervejas trapists, fabricadas pelos monges trapistas, como a Westmalle. Dizem que a Bélgica é o único país no mundo onde a prática é mantida nos monastérios. Uma dica dada pelos próprios belgas é não misturar vários tipos de bebidas. O motivo? Pode dar ressaca no dia seguinte, coisa que os cervejeiros de plantão conhecem muito bem! (M.B.)

Centro do poder
ARQUITETURA // Edifícios que sediam órgãos administrativos, como o da Comissão Européia, dão um ar contemporâneo à cidade

Bruxelas é, também, uma cidade de política e diplomacia. Sede da União Européia, bloco econômico que reúne 27 países (Bulgária e Romênia entraram já em 2007), a capital belga concentra a maioria dos edifícios administrativos, entre eles o Berlaymont e o Charlemagne, que abrigam a Comissão Européia, o prédio do Conselho e o Parlamento. São construções monumentais que dão um ar contemporâneo à cidade e contrastam com a mistura gótica, renascentista e clássica da Grand Place, Catedral de Saint Michel e arredores.

Além dos edifícios administrativos da Bélgica e da União Européia, há em Bruxelas uma enorme variedade de escritórios internacionais, como embaixadas e consulados. Eles se aglomeram em torno do Parlamento, local de trabalho de 732 deputados eleitos pelos cidadãos dos 27 países membros. Isso faz com que a cidadezinha de menos de mil habitantes se transforme em uma verdadeira torre de babel, pois a União Européia fala nada mais, nada menos, que 20 línguas.

Em uma rápida circulada por esses locais, é possível se deparar com portugueses, espanhóis, italianos, holandeses, turcos, africanos, alemães, ingleses e, claro, franceses. Aliás, várias coisas em Bruxelas lembram Paris. A começar pelo idioma e pelas ruas, não muito limpas... A Champs-Elysées, digamos assim, aqui chama-se Avenida Louise, o "paraíso das grifes". O sistema de metrô é igualmente eficiente, com estações próximas aos principais pontos turísticos. Da Central Station, também partem trens para outras cidades belgas, como Antuérpia e Brugge e para inúmeros destinos da Europa.

Um programa que o visitante deve avaliar é a possibilidade de ir até a vizinha Heysel (região metropolitana de Bruxelas) para conhecer o Atomium. Trata-se de uma curiosa estrutura de 12 metros de altura que reproduz uma molécula ampliada 165 bilhões de vezes. Foi inaugurada em 1958, ocasião em que a Bélgica sediou a Exposição Universal. Pode-se visitar a parte interna do monumento e subir até o topo, mas a vista lá de cima não é tão privilegiada assim.

Em Heysel, também fica o Planetarium. Para quem gosta de observar as estrelas, estarão lá mais de 8,5 mil delas, além do sol e da lua, projetados em uma redoma com diâmetro de 23,5 metros. Caso decida ir à cidade vizinha, não deixe de visitar o Bruparck, o novo centro comercial da região que oferece um leque de atividades, entre eles o Kinepolis, um complexo gigante composto por 24 salas de cinema superequipadas, um parque aquático e uma vila imitando o antigo estilo de vida do povo de Bruxelas. (M.B.)

Visita à Veneza do Norte
PROGRAMAÇÃO // Estique a viagem para conhecer as cidades próximas a Bruxelas, como Amsterdã

O visitante que opta por passar uma temporada de pelo menos uma semana em Bruxelas, pode fazer pequenas viagens para conhecer algumas cidades vizinhas. Além de Brugge e Antuérpia, vale conhecer também a pequena Amsterdã, capital da Holanda. Pequena mesmo - são cerca de 800 mil habitantes. Dá para ir e voltar no mesmo dia e ainda conhecer os principais pontos turísticos da chamada Veneza do Norte. O trajeto dura aproximadamente 1h40 de trem, partindo da Estação Central de Bruxelas. Atenção para a volta: o último trem parte às 20h23.

Apesar da bicicleta ser o meio mais comum de transporte, só é recomendável para quem já conhece a cidade ou tem tempo suficiente para se perder. Se o seu programa é de um dia, prefira andar a pé pelo centro turístico que fica ao redor da Estação Central. Assim, dá para conhecer um número interessante de ruas comerciais, com suas famosas sex shops, bares e cafés. Para se deslocar até locais mais distantes, utilize os trams, modernos bondinhos que deslizam por toda a cidade.

Uma maneira interessante de conhecer um pouco de Amsterdã é pegando o canalbus, barco que faz passeios pelos canais da cidade, operado por várias empresas. As embarcações são confortáveis, cobertas e oferecem comentários em diversas línguas. Com preços a partir de 8,50 euros e duração mínima de uma hora, dá para circular pelos canais principais observando a rigorosa conservação das fachadas históricas, as casas e restaurantes que funcionam dentro de barcos. Algumas atrações são monumentais, como o gigantesco Museu de Ciência e Tecnologia (Nemo).

Amsterdã respira arte e tem pelo menos dois filhos ilustres - os pintores Rembrandt e Van Gogh. Como em um dia é impossível conhecer os museus existentes na cidade, escolha visitar o Museu Van Gogh, com mais de 200 pinturas do artista, incluindo as mais famosas, como Os girassóis e Auto-retrato, além de desenhos e cartas. A entrada custa 10 euros. O museu oferece, ainda, uma extensa coleção de trabalhos de artistas como Gauguin, Monet, Manet e Pissarro.

Outro programa imperdível, ou no mínimo curioso, é dar uma passada no Red Light District, o famoso conjunto de ruas estreitas de Amsterdã onde as prostitutas ficam expostas em vitrines. Um dos lados obscuros da cidade que a novela Páginas da vida não mostrou. Aliás, quem viu na TV aqueles imensos parques floridos e ficou com água na boca, deve ter em mente que a melhor época para visitar a capital holandesa é na primavera. No inverno, como agora, as flores quase não aparecem. (M.B)

* A repórter viajou a convite da Delegação da Comissão Européia no Brasil.

Publicado no Diario de Pernambuco em 09/01/2007

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

Uma trip em Amsterdã

Foto: SK

Estava eu em Bruxelas, trabalhando, e eis que surge a oportunidade de conhecer Amsterdã. A vontade já existia, faltava apenas, digamos assim, um estímulo. A minha vontade juntou-se à vontade de outros três brasileiros que estavam no mesmo grupo, todos loucos e ávidos por uma bela aventura. Era o empurrãozinho que faltava.

A passagem de trem Bruxelas-Amsterdã-Bruxelas foi, então, comprada pelo quarteto com três dias de antecedência. Pagamos cada um 42,30 euros, um bilhete promocional para quem vai e volta no mesmo dia. Às 7h15 do dia D já estávamos tomando café no hotel, pois partiríamos às 7h49 da Estação Central. Claro, ninguém queria perder o trem.

Na ida descobrimos que nosso bilhete só era válido "aprés" as 9h e tivemos que pagar um complemento. Acho que de 18 euros. O de menos - o importante era alcançar nosso objetivo. Chegamos em Amsterdã por volta das 10h30 e lá fomos nós bater perna pelo centro. Primeiro paramos numa loja para comprar lembrancinhas - uma loucura a quantidade de suvenires interessantes...

Próxima parada: Lovers. Uma companhia especializada em passeios de barco pelos canais de Amsterdã. Eu estava deslumbrada e viajei muito nas fachadas, nas casas-barco, nos infindáveis estacionamentos para bicicletas, enfim, em tudo. Uma experiência única. Incomparável. Até então, apenas o passeio pelo Sena de Bateau Mouche, em Paris, tinha me deixado tão de boca aberta. Uma baba.

Saímos do barco desorientados e fomos bater mais perna. Paramos em um bar, depois almoço num restaurante italiano. E lá fomos nós atrás do Museu Van Gogh. Um delírio ver Os Girassóis pessoalmente. E outras pinturas fantásticas. Na seqüência de tirar o fôlego não podíamos deixar de conhecer o Red Light District, com suas mulheres nas vitrines. Uma coisa. Em cada rua, cada beco, uma bateria de vitrines com mulheres de todas as cores e raças expostas como num shopping center.

Então foi isso. Antes de pegar o trem de volta a Bruxelas retornamos a alguns bares. E viajei embalada em sonhos cosmopolitas.

PS - Vou escrever uma matéria pro jornal sobre Bruxelas e Amsterdã. Assim que for publicada eu posto aqui.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

"O Hobbit" vai virar filme

O livro "O Hobbit", de J.R.R. Tolkien, vai virar filme. Tudo indica que a MGM está programando a produção para 2007. O investimento é da ordem de US$ 200 milhões e o estúdio planeja convidar Peter Jackson, que dirigiu a trilogia "O Senhor dos Anéis", para capitanear o novo projeto.

"O Hobbit" é anterior ao livro "O Senhor dos Anéis" e narra as aventuras de Bilbo Bolseiro (interpretado na trilogia por Iam Holm), juntamente com o mago Gandalf e um grupo de anões. No caminho, eles acabam encontrando casualmente a criatura Gollum, de quem Bilbo tira o poderoso anel de Sauron - "um anel para todos governar".

Lembro que quando li "O Senhor..." fiquei bastante impressionada, devorei o livro de mais de 1.200 páginas em poucas semanas. Um mundo fantástico a Terra Média, cheia de personagens curiosos. Só depois é que li "O Hobbit", e acho que vai ser bem interessante ver a história contada na telona.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Capas de discos dos Beatles viram selos


O Correio Real Britânico está lançando selos com capas de discos dos Beatles - Revolver, Sgt. Pepper's, Help!, Let it Be e Abbey Road. Um luxo! Vejam o link: http://musica.uol.com.br/album/beatles_selos_album.jhtm?abrefoto=2

terça-feira, 29 de agosto de 2006

35 primaveras


E eis que hoje faço 35 primaveras.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

A esquizofrenia de Brian Wilson


A revista Mente e Cérebro publica uma curiosa reportagem em sua edição de agosto sobre a superação de problemas mentais. O principal personagem é o lendário Brian Wilson, cérebro dos Beach Boys. Para quem não sabe, Brian afundou na esquizofrenia nos anos 70 e depois ressurgiu emanado de criatividade, fazendo releituras memoráveis de "Pet Sounds" e do álbum perdido da banda, "Smile". No Brasil temos Arnaldo Baptista, que ficou anos se recuperando de uma tentativa de suicídio e uso intensivo de drogas e depois ressurgiu fazendo "Let it Bed" e participando da turnê que marca a volta dos Mutantes (sem Rita Lee, é claro). O primeiro show foi em Londres, no mês de maio deste ano. Uma versão pirata rola no e-Mule. Quem puder baixar, adianto que vale a pena.

Trecho da matéria:
"Talvez nenhuma outra história exemplifique melhor como uma doença mental pode estimular a criatividade, e depois acabar com ela, que a de Brian Wilson, o líder da banda Beach Boys.
Aos 22 anos, ele já havia renovado a música folk e alcançado enorme sucesso junto com os Beach Boys. Dezesseis canções da banda estiveram nas paradas americanas entre 1962 e 1965, como Surfin' USA, Little deuce coupe e I get around. Arranjador, produtor e principal compositor do grupo, Brian Wilson marcou sua geração com o lançamento de Pet Sounds, em 1966. Considerado um divisor de águas da música pop moderna, esse álbum introduziu novas técnicas de estúdio, temas introspectivos e estruturas harmônicas e rítmicas complexas baseadas no jazz e na música clássica. Para o célebre maestro e compositor Leonard Bernstein, Wilson é um dos maiores compositores do século XX. Segundo Paul McCartney, Pet Sounds foi a principal influência de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, o histórico álbum dos Beatles, de 1967.
Infelizmente, não tardou muito para que a importância do trabalho de Wilson fosse ofuscada por seus problemas mentais. Aos 20 e poucos anos - idade em que muitos distúrbios psiquiátricos se manifestam -, ele começou a ter dificuldades no relacionamento social, depressão, paranóia, que logo evoluíram para alucinações. O quadro progrediu durante a década seguinte e por muitos anos ele foi incapaz de se comportar como membro comum da sociedade, muito menos como bem-sucedido produtor musical."

Matéria completa aqui.